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Inovação e reforço da intensidade exportadora
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo
Na sua última coluna de opinião de 2025 no Dinheiro Vivo, o presidente do CA da AEP defende que "Portugal precisa de reforçar a sua intensidade exportadora, promover a inovação e melhorar o clima de investimento, com políticas que eliminem a burocracia, simplifiquem o quadro regulamentar e melhorem o sistema fiscal, tornando a economia mais atrativa".
Para Luís Miguel Ribeiro, "é muito preocupante que, em contraste com o desempenho favorável dos últimos anos, as exportações portuguesas de bens tenham perdido quota de mercado - e de forma relativamente generalizada por produto -, quer nos mercados da União Europeia quer fora da União Europeia".
Leia a coluna na íntegra:
Inovação e reforço da intensidade exportadora
Em 2026, a economia mundial continuará a enfrentar desafios estruturais e conjunturais que exigem reflexão, ação e cooperação estratégica entre governos, instituições e as empresas. A persistente incerteza geopolítica, o ajustamento das cadeias de valor globais e as tensões comerciais internacionais continuam a ser vetores de risco que afetam o crescimento económico global. O equilíbrio entre políticas monetárias cautelosas e a necessidade de sustentar a atividade económica continuará a ser um desafio central.
Com este contexto global, a economia portuguesa, embora resiliente, não está imune aos riscos descendentes que caracterizam o quadro exterior. Apesar da incerteza externa, o Boletim Económico do Banco de Portugal, de dezembro, sinaliza uma revisão ligeiramente em alta das projeções de crescimento para Portugal em 2026, com estimativas de crescimento do PIB de 2,3%, refletindo um ambiente interno relativamente estável. No entanto, os riscos externos, incluindo tensões comerciais, choques nos preços das commodities e alterações nas condições financeiras globais, podem influenciar o dinamismo da procura externa e pressionar ainda mais as exportações portuguesas. É muito preocupante que, em contraste com o desempenho favorável dos últimos anos, as exportações portuguesas de bens tenham perdido quota de mercado - e de forma relativamente generalizada por produto -, quer nos mercados da União Europeia quer fora da União Europeia.
A competitividade das empresas portuguesas é um fator determinante para enfrentar todos estes riscos e aproveitar as oportunidades que se perfilam em 2026. A acelerada transformação tecnológica, as exigências ao nível da sustentabilidade ou, ainda, as novas expectativas dos consumidores, obrigam as empresas a repensar as suas prioridades, as suas formas de competir e de criar valor.
Portugal precisa de reforçar a sua intensidade exportadora, promover a inovação e melhorar o clima de investimento, com políticas que eliminem a burocracia, simplifiquem o quadro regulamentar e melhorem o sistema fiscal, tornando a economia mais atrativa.
Luís Miguel Ribeiro, presidente do Conselho de Administração
da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo, 29.12.2025
Para Luís Miguel Ribeiro, "é muito preocupante que, em contraste com o desempenho favorável dos últimos anos, as exportações portuguesas de bens tenham perdido quota de mercado - e de forma relativamente generalizada por produto -, quer nos mercados da União Europeia quer fora da União Europeia".
Leia a coluna na íntegra:
Inovação e reforço da intensidade exportadora
Em 2026, a economia mundial continuará a enfrentar desafios estruturais e conjunturais que exigem reflexão, ação e cooperação estratégica entre governos, instituições e as empresas. A persistente incerteza geopolítica, o ajustamento das cadeias de valor globais e as tensões comerciais internacionais continuam a ser vetores de risco que afetam o crescimento económico global. O equilíbrio entre políticas monetárias cautelosas e a necessidade de sustentar a atividade económica continuará a ser um desafio central.
Com este contexto global, a economia portuguesa, embora resiliente, não está imune aos riscos descendentes que caracterizam o quadro exterior. Apesar da incerteza externa, o Boletim Económico do Banco de Portugal, de dezembro, sinaliza uma revisão ligeiramente em alta das projeções de crescimento para Portugal em 2026, com estimativas de crescimento do PIB de 2,3%, refletindo um ambiente interno relativamente estável. No entanto, os riscos externos, incluindo tensões comerciais, choques nos preços das commodities e alterações nas condições financeiras globais, podem influenciar o dinamismo da procura externa e pressionar ainda mais as exportações portuguesas. É muito preocupante que, em contraste com o desempenho favorável dos últimos anos, as exportações portuguesas de bens tenham perdido quota de mercado - e de forma relativamente generalizada por produto -, quer nos mercados da União Europeia quer fora da União Europeia.
A competitividade das empresas portuguesas é um fator determinante para enfrentar todos estes riscos e aproveitar as oportunidades que se perfilam em 2026. A acelerada transformação tecnológica, as exigências ao nível da sustentabilidade ou, ainda, as novas expectativas dos consumidores, obrigam as empresas a repensar as suas prioridades, as suas formas de competir e de criar valor.
Portugal precisa de reforçar a sua intensidade exportadora, promover a inovação e melhorar o clima de investimento, com políticas que eliminem a burocracia, simplifiquem o quadro regulamentar e melhorem o sistema fiscal, tornando a economia mais atrativa.
Luís Miguel Ribeiro, presidente do Conselho de Administração
da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo, 29.12.2025