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Empresas. Fundo soberano requer prudência
A prioridade não deveria ser maior presença do Estado na economia
2026.07.23
A criação de um fundo soberano para deter participações em empresas consideradas estratégicas anunciada pelo Governo está a gerar reservas entre empresários e economistas.
Muito embora sejam desconhecidos pormenores sobre este novo instrumento, o presidente do CA da AEP considera que a intervenção direta do Estado no capital das empresas “deve ser encarada com particular prudência”.
Em declarações ao Jornal Económico, Luís Miguel Ribeiro alerta para riscos de interferência política nas decisões empresariais, utilização ineficiente de recursos públicos, distorções da concorrência e favorecimento de determinados setores ou empresas.
“Do ponto de vista empresarial, a prioridade não deveria ser maior presença do Estado na economia”, defendendo antes medidas como “a redução da carga administrativa, um enquadramento fiscal mais competitivo, uma maior flexibilidade do mercado de trabalho”.
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In Portugal Empresarial n.º 1321
2026.07.23
2026.07.23