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Economia Circular: um Norte para as PME da região
A opinião de Luísa Magalhães, Diretora Executiva da Associação Smart Waste Portugal
A transição de um modelo linear, assente no “extrair–produzir–consumir–descartar”, para um modelo circular, que assegure que os recursos permanecem na economia com o maior valor e durante o maior tempo possível, implica uma mudança significativa de comportamentos, tanto por parte das empresas como dos cidadãos.
Apesar de alguns avanços registados na última década, os dados demonstram que o caminho a percorrer é ainda muito significativo. A taxa de utilização circular de materiais da União Europeia ronda atualmente os 12%, refletindo a percentagem de materiais reciclados que são reintroduzidos na economia. Em Portugal, este indicador situa-se abaixo da média europeia (3%), evidenciando a necessidade de acelerar a transição para modelos produtivos mais circulares. Este baixo valor constitui não apenas um desafio estrutural, mas também uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade nacional.
Neste contexto, o enquadramento legislativo e estratégico assume particular relevância. A futura iniciativa legislativa da Comissão Europeia relativa ao Circular Economy Act, prevista para o ano de 2026. Este documento reforça a importância da economia circular, como na redução da dependência de matérias-primas, no aumento da eficiência dos recursos e no reforço da competitividade das empresas europeias. Em Portugal, o Plano de Ação para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030) estabelece orientações estratégicas para promover a circularidade, incentivando novos modelos de negócio e apoiando as empresas na adoção de práticas mais sustentáveis, alinhando o país com os compromissos europeus e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Para as empresas, a economia circular implica repensar produtos e modelos de negócio com base no ecodesign, na reutilização e na valorização de resíduos como recursos, reforçando simultaneamente a competitividade e a resiliência.
É neste enquadramento que o Projeto NRN – Rumo à Sustentabilidade para as MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas) da Região Norte assume particular relevância. Embora este seja um território com um forte perfil exportador e elevado dinamismo demográfico, persistem desafios em termos de competitividade, inovação e sustentabilidade, nomeadamente na integração de princípios circulares nos seus negócios.
A relevância do NRN começa no diagnóstico. Medir o desempenho ESG e estabelecer benchmarks setoriais permite às empresas conhecerem o seu ponto de partida e identificar áreas prioritárias de intervenção. Esta etapa é fundamental para integrar a economia circular na gestão diária retirando-a do plano teórico e trazendo-a para a gestão do dia a dia.
O desenvolvimento de um toolkit adaptado à realidade das MPME é outro elemento decisivo. A transição para uma economia mais circular não pode deixar para trás as empresas com menos meios para aceder a ferramentas e tecnologia. Ao criar instrumentos proporcionais à dimensão e capacidade das micro e pequenas empresas, democratiza-se o acesso à transição ecológica e digital. O roadmap individual de implementação reforçará também esta ambição, ao oferecer um plano estratégico com etapas claras e servindo como apoio na gestão de riscos e orientação para acesso a financiamento.
A dimensão colaborativa do projeto é igualmente determinante. A economia circular prospera quando existem sinergias e simbioses industriais, quando os resíduos de uns se tornam recursos de outros e quando o conhecimento é partilhado. Ao promover redes de negócios e ações de capacitação, é possível contribuir para um ecossistema regional mais coeso e ambientalmente responsável.
A Smart Waste Portugal alia-se a este projeto NRN que reflete o nosso trabalho assente na colaboração dos stakeholders e na promoção de negócios circulares, baseados em soluções concretas e adaptadas às necessidades das empresas, que permitam aumentar a competitividade e a sustentabilidade no longo prazo.
Apesar de alguns avanços registados na última década, os dados demonstram que o caminho a percorrer é ainda muito significativo. A taxa de utilização circular de materiais da União Europeia ronda atualmente os 12%, refletindo a percentagem de materiais reciclados que são reintroduzidos na economia. Em Portugal, este indicador situa-se abaixo da média europeia (3%), evidenciando a necessidade de acelerar a transição para modelos produtivos mais circulares. Este baixo valor constitui não apenas um desafio estrutural, mas também uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade nacional.
Neste contexto, o enquadramento legislativo e estratégico assume particular relevância. A futura iniciativa legislativa da Comissão Europeia relativa ao Circular Economy Act, prevista para o ano de 2026. Este documento reforça a importância da economia circular, como na redução da dependência de matérias-primas, no aumento da eficiência dos recursos e no reforço da competitividade das empresas europeias. Em Portugal, o Plano de Ação para a Economia Circular 2030 (PAEC 2030) estabelece orientações estratégicas para promover a circularidade, incentivando novos modelos de negócio e apoiando as empresas na adoção de práticas mais sustentáveis, alinhando o país com os compromissos europeus e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Para as empresas, a economia circular implica repensar produtos e modelos de negócio com base no ecodesign, na reutilização e na valorização de resíduos como recursos, reforçando simultaneamente a competitividade e a resiliência.
É neste enquadramento que o Projeto NRN – Rumo à Sustentabilidade para as MPME (Micro, Pequenas e Médias Empresas) da Região Norte assume particular relevância. Embora este seja um território com um forte perfil exportador e elevado dinamismo demográfico, persistem desafios em termos de competitividade, inovação e sustentabilidade, nomeadamente na integração de princípios circulares nos seus negócios.
A relevância do NRN começa no diagnóstico. Medir o desempenho ESG e estabelecer benchmarks setoriais permite às empresas conhecerem o seu ponto de partida e identificar áreas prioritárias de intervenção. Esta etapa é fundamental para integrar a economia circular na gestão diária retirando-a do plano teórico e trazendo-a para a gestão do dia a dia.
O desenvolvimento de um toolkit adaptado à realidade das MPME é outro elemento decisivo. A transição para uma economia mais circular não pode deixar para trás as empresas com menos meios para aceder a ferramentas e tecnologia. Ao criar instrumentos proporcionais à dimensão e capacidade das micro e pequenas empresas, democratiza-se o acesso à transição ecológica e digital. O roadmap individual de implementação reforçará também esta ambição, ao oferecer um plano estratégico com etapas claras e servindo como apoio na gestão de riscos e orientação para acesso a financiamento.
A dimensão colaborativa do projeto é igualmente determinante. A economia circular prospera quando existem sinergias e simbioses industriais, quando os resíduos de uns se tornam recursos de outros e quando o conhecimento é partilhado. Ao promover redes de negócios e ações de capacitação, é possível contribuir para um ecossistema regional mais coeso e ambientalmente responsável.
A Smart Waste Portugal alia-se a este projeto NRN que reflete o nosso trabalho assente na colaboração dos stakeholders e na promoção de negócios circulares, baseados em soluções concretas e adaptadas às necessidades das empresas, que permitam aumentar a competitividade e a sustentabilidade no longo prazo.