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A resiliência também se mede em graus
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo
O presidente do CA da AEP dedica a sua mais recente coluna de opinião no Dinheiro Vivo às ondas de calor, "um grande desafio económico e social que Portugal (e não só) enfrenta".
De acordo com Luís Miguel Ribeiro, as alterações climáticas estão a transformar as condições em que a economia funciona. "É um fator de risco, cada vez mais estrutural, que exige adaptação permanente, e Portugal reúne várias características que aumentam a sua vulnerabilidade, nomeadamente um tecido empresarial maioritariamente constituído por empresas de menor dimensão, frequentemente com menor capacidade financeira para investir em medidas de adaptação", refere, sublinhando as necessidades acrescidas de investimento em resiliência.
Leia a coluna na íntegra:
A resiliência também se mede em graus
As temperaturas extremas, que ameaçam populações e empresas, são uma realidade que deixou de ser excecional. As ondas de calor são, hoje, um grande desafio económico e social que Portugal (e não só) enfrenta.
O calor extremo tende a provocar um aumento da mortalidade, agrava doenças, afeta especialmente idosos e pessoas mais vulneráveis e coloca os trabalhadores perante riscos acrescidos de exaustão térmica, aumentando a probabilidade de acidentes laborais. Esta é, antes de mais, uma questão de saúde pública e de dignidade humana.
As alterações climáticas estão igualmente a transformar as condições em que a economia funciona. É um fator de risco, cada vez mais estrutural, que exige adaptação permanente, e Portugal reúne várias características que aumentam a sua vulnerabilidade, nomeadamente um tecido empresarial maioritariamente constituído por empresas de menor dimensão, frequentemente com menor capacidade financeira para investir em medidas de adaptação.
Muitos edifícios industriais, comerciais e habitacionais foram concebidos para um clima bastante diferente daquele que hoje enfrentamos. As empresas defrontam custos crescentes com climatização, refrigeração, manutenção de equipamentos e consumo energético, que pressiona, ainda mais, as suas estruturas de custos. Simultaneamente, multiplicam-se as interrupções operacionais provocadas pela degradação de infraestruturas, constrangimentos no abastecimento de água, limitações das redes elétricas ou perturbações nas cadeias logísticas.
Estamos perante necessidades acrescidas de uma tipologia de investimento – em resiliência –, que nem sempre aumenta imediatamente a capacidade produtiva, mas será determinante para proteger as pessoas, preservar a produtividade e assegurar a continuidade da atividade económica.
As empresas terão, inevitavelmente, de canalizar recursos para adaptar edifícios, equipamentos, processos produtivos e formas de organização do trabalho a uma realidade climática mais exigente, que veio para ficar. Prepararmo-nos para ela significará proteger vidas, preservar emprego e reforçar a produtividade e competitividade.
Prevenir e adaptar não é um custo ambiental é uma condição de competitividade e as políticas públicas devem assumir um papel decisivo para apoiar, com rapidez e eficácia, o investimento na capacidade de resiliência. Não será por acaso que o termo “resiliência” surge na designação de dois programas nacionais: o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
De acordo com Luís Miguel Ribeiro, as alterações climáticas estão a transformar as condições em que a economia funciona. "É um fator de risco, cada vez mais estrutural, que exige adaptação permanente, e Portugal reúne várias características que aumentam a sua vulnerabilidade, nomeadamente um tecido empresarial maioritariamente constituído por empresas de menor dimensão, frequentemente com menor capacidade financeira para investir em medidas de adaptação", refere, sublinhando as necessidades acrescidas de investimento em resiliência.
Leia a coluna na íntegra:
A resiliência também se mede em graus
As temperaturas extremas, que ameaçam populações e empresas, são uma realidade que deixou de ser excecional. As ondas de calor são, hoje, um grande desafio económico e social que Portugal (e não só) enfrenta.
O calor extremo tende a provocar um aumento da mortalidade, agrava doenças, afeta especialmente idosos e pessoas mais vulneráveis e coloca os trabalhadores perante riscos acrescidos de exaustão térmica, aumentando a probabilidade de acidentes laborais. Esta é, antes de mais, uma questão de saúde pública e de dignidade humana.
As alterações climáticas estão igualmente a transformar as condições em que a economia funciona. É um fator de risco, cada vez mais estrutural, que exige adaptação permanente, e Portugal reúne várias características que aumentam a sua vulnerabilidade, nomeadamente um tecido empresarial maioritariamente constituído por empresas de menor dimensão, frequentemente com menor capacidade financeira para investir em medidas de adaptação.
Muitos edifícios industriais, comerciais e habitacionais foram concebidos para um clima bastante diferente daquele que hoje enfrentamos. As empresas defrontam custos crescentes com climatização, refrigeração, manutenção de equipamentos e consumo energético, que pressiona, ainda mais, as suas estruturas de custos. Simultaneamente, multiplicam-se as interrupções operacionais provocadas pela degradação de infraestruturas, constrangimentos no abastecimento de água, limitações das redes elétricas ou perturbações nas cadeias logísticas.
Estamos perante necessidades acrescidas de uma tipologia de investimento – em resiliência –, que nem sempre aumenta imediatamente a capacidade produtiva, mas será determinante para proteger as pessoas, preservar a produtividade e assegurar a continuidade da atividade económica.
As empresas terão, inevitavelmente, de canalizar recursos para adaptar edifícios, equipamentos, processos produtivos e formas de organização do trabalho a uma realidade climática mais exigente, que veio para ficar. Prepararmo-nos para ela significará proteger vidas, preservar emprego e reforçar a produtividade e competitividade.
Prevenir e adaptar não é um custo ambiental é uma condição de competitividade e as políticas públicas devem assumir um papel decisivo para apoiar, com rapidez e eficácia, o investimento na capacidade de resiliência. Não será por acaso que o termo “resiliência” surge na designação de dois programas nacionais: o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).
Luís Miguel Ribeiro, presidente do Conselho de Administração
da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo, 10.07.2026
da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo, 10.07.2026