ONLINE | NIS2 CONTINUIDADE - Continuidade de Atividades, Recuperação de Desastres e Gestão de Crises

ONLINE | NIS2 CONTINUIDADE - Continuidade de Atividades, Recuperação de Desastres e Gestão de Crises
Datas 3, 10 e 17 de novembro de 2026 (terças-feiras)
Local Online
Horário 14:30 – 17:30
Duração 9 horas
Preço Associado AEP: 495€
Outros: 550€
NIS2 CONTINUIDADE - Continuidade de Atividades, Recuperação de Desastres e Gestão de Crises
Preparar, manter, recuperar e validar serviços, funções ou atividade críticas perante incidentes, interrupções ou desastre

Sabe quais as atividades que não podem parar e durante quanto tempo? Tem cópias de segurança, planos e recursos, mas já verificou se permitem recuperar dentro dos critérios definidos? Consegue demonstrar quem decide o regresso à operação, com que fundamento e com que evidência?
O curso foi concebido para capacitar profissionais que precisam de transformar requisitos de continuidade em critérios, planos, cópias de segurança, verificações, testes, recuperação e evidência, articulando as necessidades do negócio com as capacidades técnicas e organizacionais da entidade.

O curso enquadra estes temas no Regime Jurídico da Cibersegurança, no Regulamento n.º 756/2026 e nas medidas aplicáveis do QNRCS 2.0, distinguindo o que é exigível em função da qualificação, do nível de conformidade ou do grupo aplicável. As orientações técnicas da ENISA são utilizadas como apoio à operacionalização, de acordo com a respetiva natureza e força.

A formação distingue expressamente:
  • medidas aplicáveis a Entidades Essenciais e Importantes, de acordo com o nível de conformidade;
  • medidas aplicáveis a Entidades Públicas Relevantes, de acordo com o grupo aplicável;
  • instrumentos utilizados como preparação, operacionalização ou boa prática técnica.

O curso transforma esta exigências num ciclo:
obrigação aplicável → atividade crítica → impacto → risco → requisito de continuidade → medida → preparação → teste → ativação → recuperação → validação → comunicação → evidência → ação corretiva → reteste

É disponibilizado o Toolkit Essencial NIS2 — Continuidade das Atividades, com seis templates editáveis e reutilizáveis, a utilizar nos exercícios:
  • Análise de Impacto e Requisitos de Continuidade;
  • Plano Integrado de Continuidade e Recuperação;
  • Política e Procedimento de Cópias de Segurança;
  • Plano de Verificação, Restauro e Testes de Recuperação;
  • Plano de Gestão de Crises e Comunicação;
  • Registo de Ativação, Recuperação, Validação do Regresso à Operação, Comunicações, Risco Residual e Ações Corretivas.

Consulte todos os cursos do percurso NIS2 aqui.
No final da formação, os participantes deverão ser capazes de:
  1. identificar o enquadramento e as medidas de continuidade aplicáveis à entidade;
  2. identificar serviços, funções ou atividades críticas, ativos TIC, partes interessadas e dependências relevantes;
  3. realizar uma análise de impacto simplificada e definir prioridades, requisitos e objetivos de continuidade;
  4. distinguir e relacionar MAO/MTPD, RTO, RPO e SDO com o contexto da entidade e os objetivos de recuperação;
  5. estruturar os elementos essenciais dos Planos de Continuidade de Negócio e de Recuperação de Desastres;
  6. definir os elementos essenciais da Política e dos Procedimentos de Cópias de Segurança, estabelecendo critérios de integridade, completude, disponibilidade, utilização, restauro e validação das cópias;
  7. avaliar necessidades de redundância e capacidade de recuperação;
  8. preparar verificações e testes de restauro, recuperação, failover, redundância e capacidade;
  9. estruturar responsabilidades, autoridade, critérios de ativação e comunicação em situação de crise;
  10. avaliar resultados, desvios risco residual, ações corretivas e necessidades de reteste;
  11. definir critérios técnicos e funcionais para validar o regresso à operação;
  12. organizar decisões, medidas, testes, resultados, comunicações e evidências no Toolkit.
SESSÃO 1 — Enquadrar, analisar impactos e definir requisitos de continuidade
Pergunta central: Que medidas de continuidade são aplicáveis à entidade e a que atividades?
  • Enquadramento de medidas de continuidade aplicáveis
  • Entidades Essenciais e Importantes e Entidades Públicas Relevantes
  • Requisitos de resiliência dos serviços críticos
  • Plano de Continuidade do Negócio
  • Política de Recuperação de Desastres
  • Política de Cópias de Segurança
  • Medidas de Redundância e testes aos planos
  • Critérios e Registos associados à Recuperação
  • Medidas do Anexo IV aplicáveis às Entidades Públicas Relevantes
Exercício principal: quatro atividades disputam recursos limitados e dependem de ativos, serviços externos e fornecedores comuns. Os participantes têm de decidir o que é crítico, definir prioridades e objetivos de recuperação, identificar conflitos e iniciar os elementos do plano.
Outputs trabalhados: Análise de Impacto e Requisitos de Continuidade; Plano Integrado de Continuidade e Recuperação.
Exercício facultativo: mini-análise de impacto de uma atividade, processo ou serviço da entidade, ou do caso pedagógico, sem entrega obrigatória e sem integração na carga horária.

SESSÃO 2 — Preparar cópias de segurança, redundância e recuperação de desastres
Pergunta central: As cópias de segurança, os recursos e os procedimentos permitem recuperar dentro dos critérios definidos?
  • Política e Procedimento de Cópias de segurança
  • Esquema de Redundância
  • Mecanismos de verificação e testes à integridade e disponibilidade
  • Cópia executada vs Cópia íntegra vs Cópia utilizável vs Recuperação conseguida
  • Opções técnicas adequadas ao risco e ao contexto
  • Protação e acessibilidade dos planos e procedimentos

Exercício principal: existe uma cópia recente, mas surgem problemas de integridade, completude, configuração, chave de cifragem, capacidade, dependência do ambiente afetado, disponibilidade do fornecedor e ausência de teste recente. Os participantes têm de decidir se a cópia pode ser utilizada, definir verificações, critérios de sucesso, ações de regularização e evidências.
Outputs trabalhados: Política e Procedimento de Cópias de Segurança; Plano de Verificação, Restauro e Testes de Recuperação.
Exercício facultativo: análise da capacidade de recuperação de um sistema ou serviço, desde a cópia até ao restauro verificável, sem execução de testes reais obrigatórios.

SESSÃO 3 — Testar, gerir a crise, recuperar e validar o regresso à operação
Pergunta central: As medidas funcionam e existem condições para autorizar o regresso à operação?
  • Passagem da preparação para a verificação das capacidades de continuidade e recuperação
  • Periodicidade e gatilhos para teste, revisão e atualização
  • Declaração de crise e ativação da recuperação
  • Desativação da crise e declaração do fim da recuperação
  • Equipa de gestão de crise, procedimentos de emergência e canais alternativos de comunicação
  • Participação de fornecedores nos exercícios e testes
  • Restaurar dados vs Recuperar Sistema vs Recuperar Seviço vs Recuperar Atividade vs Validar regresso à Operação

Exercício final integrador: um serviço crítico encontra-se parcialmente recuperado, os objetivos estão em risco, existe capacidade insuficiente, um fornecedor está atrasado, há operação degradada e o canal normal de comunicação falhou. Os participantes têm de decidir sobre crise, prioridades, recuperação, comunicações, risco residual, regresso à operação, ações corretivas e reteste.
Outputs trabalhados: Plano de Gestão de Crises e Comunicação; Registo de Ativação, Recuperação, Validação do Regresso à Operação, Comunicações, Risco Residual e Ações Corretivas.
Metodologia
Cada sessão responde a uma pergunta operacional, integra um exercício principal e desenvolve um conjunto limitado de outputs do Toolkit Essencial NIS2 — Continuidade das Atividades.
Os casos são apresentados por vagas sucessivas de informação. Os participantes identificam factos, pressupostos e informação em falta, atualizam impactos e prioridades, fundamentam decisões, definem critérios de verificação e teste e organizam progressivamente a evidência.
A formação segue a assinatura pedagógica: APRESENTAR → DEMONSTRAR → PRATICAR → DISCUTIR → VERIFICAR → CONSOLIDAR.
Nos casos de uso em que seja pedagogicamente adequado, o CYBERSECURE é utilizado como plataforma de apoio à realização dos exercícios e à organização da informação sobre atividades críticas, dependências, requisitos, responsabilidades, medidas, verificações, testes, resultados, ações de regularização, risco residual e evidências. A utilização da plataforma é articulada com os artefactos editáveis do Toolkit e não substitui a análise, a decisão, a aprovação, a implementação, a verificação, o teste, a validação, a supervisão ou a responsabilidade das funções competentes.
Existem dois exercícios assíncronos facultativos, associados às sessões 1 e 2.. Os exercícios facultativos não integram a carga horária, não exigem entrega e não condicionam a avaliação ou certificação.
O Toolkit é trabalhado durante as sessões e disponibilizado em formato editável e reutilizável. A Documentação Pedagógica Complementar é disponibilizada como referência para aplicação posterior.
A avaliação é contínua e formativa.
Henrique Necho
  • Engenheiro e formador certificado
  • Responsável de Cibersegurança, consultor e formador em NIS2
  • Mais de 30 anos de experiência profissional nas áreas de redes e sistemas, cibersegurança, auditoria, privacidade, governação e regulação tecnológica
  • Certificações profissionais: CISM, CISA, ISO/IEC 27001 Lead Implementer, ISO/IEC 27005 Senior Risk Manager, CIPP/E, CIPM e CIPT
  • Investigação e escrita do livro "NIS2 EXECUTA — Implementação Prática para Responsáveis de Cibersegurança (CISOs)"
  • Responsável pela conceção do CYBERSECURE e pelo seu alinhamento com o RJC e o Regulamento n.º 756/2026

No NIS2 Continuidade, Henrique Necho orienta os participantes na identificação de atividades críticas e dependências, na análise de impactos, na definição de requisitos e objetivos de recuperação, na preparação de planos, cópias de segurança, redundância e testes, na avaliação do risco residual e das ações corretivas, na gestão de crises e na validação técnica e funcional do regresso à operação.
A formação destina-se prioritariamente a profissionais com responsabilidades na continuidade das atividades, recuperação de desastres, cibersegurança, TIC, operações, infraestruturas, gestão dos riscos e gestão de crises, nomeadamente:
  • Responsáveis de Cibersegurança e CISOs;
  • CIOs e responsáveis de TIC;
  • responsáveis de continuidade das atividades e recuperação de desastres;
  • responsáveis de operações, infraestruturas, redes e sistemas;
  • responsáveis de gestão dos riscos e gestão de crises;
  • donos de serviços, funções ou atividades críticas;
  • responsáveis por sistemas, aplicações, capacidade e disponibilidade;
  • gestores de fornecedores críticos com impacto na continuidade;
  • profissionais de Entidades Públicas Relevantes responsáveis por funções ou atividades críticas e pelos ativos TIC que as suportam;
  • profissionais de segurança da informação, resposta a incidentes, auditoria, compliance, jurídico, proteção de dados e comunicação;
  • consultores que apoiem continuidade, recuperação ou gestão de crises.

É especialmente adequado para quem participa na identificação de atividades críticas, análise de impactos, definição de requisitos e objetivos de recuperação, preparação de planos, acompanhamento de cópias de segurança, realização de verificações e testes, gestão de crises ou validação do regresso à operação.

Não é uma formação técnica aprofundada sobre plataformas ou tecnologias específicas de backup, replicação, disaster recovery ou alta disponibilidade.
As CONDIÇÕES GERAIS DE PARTICIPAÇÃO são aplicáveis às modalidades de formação presencial e online. A inscrição pressupõe o conhecimento e aceitação das Condições Gerais de Participação, disponíveis em: 
https://aeportugal.pt/pt/condicoes-gerais-de-participacao