Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura

Envolvente Empresarial - 4º Trimestre 2019

Envolvente Empresarial - Análise da Conjuntura é uma publicação trimestral desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, com informação detalhada da evolução da atividade económica e de outros indicadores, incluindo ainda uma seleção de aspetos relevantes do enquadramento nacional e internacional. 

Neste número destacamos:


A NÍVEL NACIONAL:
  • Indicadores de curto prazo sinalizam a estabilização do ritmo de crescimento da atividade económica no início de 2020, ano para o qual o Banco de Portugal prevê um abrandamento moderado, enquanto o Governo espera a manutenção do ritmo de crescimento na sua projeção mais recente;
  • Estudo do Banco de Portugal evidencia uma concentração do investimento num pequeno número de empresas e um menor dinamismo do investimento das novas empresas por comparação com as empresas já instaladas;
  • Contas regionais mostram que apenas a R. A. dos Açores não registou um abrandamento do PIB, enquanto os dados do PIB per capita em paridades de poder de compra dão conta que a A.M. de Lisboa desceu para a média da UE, ainda bastante acima da segunda melhor região nacional, o Algarve, enquanto o Norte manteve o pior nível de vida relativo;
  • Forte redução homóloga do excedente da balança de bens e serviços, a refletir o agravamento do défice nos bens e a redução do saldo positivo nos serviços;
  • Melhoria mais significativa da posição de investimento internacional (o saldo dos ativos e dos passivos sobre o exterior), em percentagem do PIB, após revisões;
  • Descida da taxa desemprego trimestral para 6,1%, um novo mínimo da série (iniciada em 2011);
  • Recuperação mais marcada da competitividade-custo, traduzindo a depreciação nominal mais forte do euro e, em menor medida, a melhoria dos custos laborais unitários relativos;
  • Redução da inflação em 2019 (para apenas 0,3% no IHPC), alargando o diferencial negativo para o valor da Área Euro (1,2%);
  • Nos preços da energia: (i) melhoria do posicionamento relativo dos preços da eletricidade na indústria nacional– passando a situar-se abaixo da média da UE na maioria dos escalões de consumo –, a refletir uma significativa redução das tarifas de acesso à rede, entretanto parcialmente revertida; (ii) preços do gás natural na indústria ainda elevados no contexto europeu, sobretudo nos dois primeiros escalões de consumo, onde se situam a maioria das PME;  (iii) subida ligeira do preço médio do gasóleo rodoviário em 2019, apesar de uma correção em baixa na segunda metade do ano;
  • Recuperação das taxas Euribor no quarto trimestre – mas com valores ainda negativos e não impedindo uma descida no conjunto de 2019 – e das yields soberanas de Portugal, enquanto as taxas de juro a sociedades não financeiras atingiram um novo mínimo da série, mantendo ainda o 10º valor mais alto da Área Euro;
  • Tendência de recuperação do stock de crédito total concedido às Sociedades não financeiras privadas mantém-se, embora o crescimento também observado ao nível dos empréstimos esconda variações ainda negativas nas pequenas e médias empresas, bem como nas sociedades privadas exportadoras;
  • No mercado de capitais, o ano de 2019 saldou-se por uma recuperação de 10,2% no índice acionista PSI-20; uma diminuição do valor transacionado na Euronext Lisbon, em contraste com a recuperação na Euronext Access Lisbon, mas tendo ambas aumentado a capitalização bolsista (sobretudo no segundo caso);
  • Apresentação da Proposta de Orçamento de Estado de 2020 com a previsão de um excedente (0,2% do PIB, cujo crescimento real o Governo estima em 1,9% nesse ano), que seria o primeiro em Democracia, e um novo máximo de carga fiscal, tendo sido já aprovada na generalidade pelo Parlamento mas merecido um alerta de risco de incumprimento do Pacto de Estabilidade por parte da Comissão Europeia;
  • Apresentação do Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora e lançamento do Portal da Competitividade; 
  • Posição 39ª de Portugal no relatório Doing Business 2020 do Banco Mundial, com uma pontuação bastante estável em termos de distância às melhores práticas.

A NÍVEL INTERNACIONAL:
  • Revisão em baixa do crescimento do PIB mundial nas projeções do Banco Mundial, que apontam para uma ligeira aceleração em 2020, a refletir uma retoma gradual do investimento e do comércio internacional, sendo de assinalar, nas projeções da OCDE, o fraco crescimento económico da Alemanha e o forte abrandamento de Espanha; 
  • Sinalização de manutenção da principal taxa de juro diretora da Reserva Federal dos EUA em 2020 e de subida em 2021;
  • Anúncio da revisão estratégica da política monetária do BCE na primeira reunião presidida por Christine Lagarde, que referiu ainda estar em estudo a introdução de uma moeda digital;
  • Apresentação, pela Comissão Europeia, da proposta de um European Green Deal, que tem em vista a descarbonização, a transição energética e a economia circular na UE;
  • A nível geopolítico: (i) assinatura da fase 1 do acordo comercial entre EUA e China; (ii) aprovação do Brexit pelo Parlamento britânico e (iii) novo Governo de Espanha.
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