Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura

Envolvente Empresarial - 3º Trimestre 2019

Envolvente Empresarial - Análise da Conjuntura é uma publicação trimestral desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, com informação detalhada da evolução da atividade económica e de outros indicadores, incluindo ainda uma seleção de aspetos relevantes do enquadramento nacional e internacional. 

Nestre número destamos:


A NÍVEL NACIONAL:
  • Indicadores de curto prazo apontam para um abrandamento da atividade económica até final do ano, prosseguindo a perda de dinamismo do PIB observada nos dois primeiros trimestres do ano, após valores de crescimento significativamente revistos em alta em 2018 e (sobretudo) em 2017, na sequência da mudança de base das contas nacionais;
  • Perspetiva de desaceleração do PIB nacional nos próximos anos partilhada por FMI e Conselho de Finanças Públicas, mostrando-se o Governo mais otimista na previsão de crescimento para 2020 (Projeto de Plano Orçamental para 2020, PPO), que é significativamente superior às estimativas daqueles organismos e traduz uma aceleração ligeira face a 2019;
  • Confirmada perspetiva de retorno do défice da balança de bens e serviços em 2019 nas previsões mais recentes do Banco de Portugal;
  • Quebra homóloga ligeira das exportações de bens para Espanha – o nosso principal mercado externo – nos primeiros oito meses do ano e evolução recente menos favorável das quotas de mercado ajudam a explicar o abrandamento das exportações de bens, que cresceram abaixo das importações;
  • Melhoria da posição de investimento internacional (o saldo dos ativos e dos passivos sobre o exterior, em % do PIB) no primeiro semestre, após revisões, apesar de um ligeiro abrandamento na posição de investimento direto líquido, ainda que com uma recuperação da posição de investimento direto do exterior;
  • Queda da taxa desemprego para 6,3% no segundo trimestre, um novo mínimo da série (iniciada em 2011);
  • Recuperação homóloga da competitividade-custo nos dois primeiros trimestres de 2019, traduzindo a depreciação do euro e uma melhoria dos custos laborais unitários relativos;
  • Quebra homóloga do preço do gasóleo no segundo trimestre, a refletir a evolução da cotação do brent , penalizado pelo abrandamento da economia mundial; 
  • Novos mínimos das taxas Euribor e das yields soberanas de Portugal, em resultado das medidas mais expansionistas do BCE;
  • Dificuldade de obter crédito e capacidade de autofinanciamento são os fatores mais limitativos ao investimento nas empresas industriais exportadoras, logo após a deterioração de perspetiva das vendas, segundo inquérito do INE;
  • Aceleração do stock de crédito total às sociedades não financeiras concedido pelas Instituições Financeiras Monetárias e desagravamento da queda dos empréstimos do conjunto do Setor Financeiro às empresas privadas exportadoras;
  • Saldo orçamental em 2018 revisto em alta para -0,4% do PIB, e perspetiva para 2019 do Governo melhorada para -0,1% do PIB (PPO), embora com rácios de dívida pública mais altos do que os estimados no Programa de Estabilidade de abril, com a revisão em alta dos valores da dívida pública a sobrepor-se à registada no PIB, na sequência da mudança de base das contas nacionais;
  • Estudos no Boletim Económico de Outubro do Banco de Portugal concluem: (i) que Portugal divergiu da UE nas duas últimas décadas – após cerca de três décadas de convergência –, embora a nível interno se tenha assistido a uma convergência entre as regiões Portuguesas, ainda que com uma velocidade de convergência limitada; (ii) em Portugal há margem para progressão da produtividade por via de melhorias da qualidade da gestão – em particular na área dos recursos humanos –, sobretudo nas empresas de menor dimensão; (iii) a população ativa tem beneficiado do contributo positivo da população com nacionalidade estrangeira, tipicamente mais jovem, mais escolarizada e com maior taxa de atividade; (iv) o contributo intersetorial para o crescimento da produtividade tem sido positivo, refletindo uma orientação do emprego para setores mais produtivos, sujeitos à concorrência externa;
  • Lançamento do Portal do Financiamento do IAPMEI, uma plataforma de pesquisa dos apoios disponíveis, e criação do sistema de compensação voluntária de créditos ECOMPENSA.

A NÍVEL INTERNACIONAL:
  • Previsões de crescimento da economia mundial do FMI novamente revistas em baixa face ao protecionismo, à elevada incerteza geopolítica e comercial, e a fatores estruturais das economias avançadas, como o envelhecimento demográfico e o baixo crescimento da produtividade; FMI aconselha o aumento do investimento público na Alemanha, aproveitando as baixas taxas de juro; 
  • Política monetária mais expansionista quer do BCE quer da Reserva Federal norte-americana, para contrariar o abrandamento económico;
  • Possível acordo comercial parcial entre EUA e China, mas UE afetada por contramedidas dos EUA aprovadas pela OMC, que considerou ilegais os apoios à construtora de aviões francesa Airbus;
  • Acordo para a criação de um instrumento orçamental para a Área Euro;
  • Divulgado o The Global Competitiveness Report 2019, onde Portugal manteve a 34ª posição (em 140 países) e registou uma melhoria ligeira na pontuação.
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