Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura

Envolvente Empresarial - 2º Trimestre 2019

Envolvente Empresarial - Análise da Conjuntura é uma publicação trimestral desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, com informação detalhada da evolução da atividade económica e de outros indicadores, incluindo ainda uma seleção de aspetos relevantes do enquadramento nacional e internacional. 

Nestre número destamos:


A NÍVEL NACIONAL:
  • Nova aceleração ligeira da atividade no segundo semestre, segundo o indicador coincidente do Banco Portugal, mas com um abrandamento posterior sugerido pelo indicador de clima do INE e pelas previsões económicas mais recentes, que apontam para um crescimento do PIB de 1,7% em 2019, valor que se deverá manter ou reduzir ligeiramente em 2020;
  • Reforço ligeiro do crescimento homólogo do PIB no primeiro trimestre (de 1,7% para 1,8%) associada a uma maior dinâmica de investimento em construção e em bens de equipamento não de transporte, mas também em acumulação de existências, que – num trimestre de abrandamento do consumo – se refletiu numa forte aceleração das importações, superior à ocorrida nas exportações;
  • Aumento em cadeia da taxa desemprego no primeiro trimestre (para 6,8%, após 6,7% no trimestre anterior, o mínimo da série iniciada em 2011), pela 1ª vez em 4 anos, embora se tenha continuado a registar uma redução em comparação homóloga, que expurga eventuais efeitos de sazonalidade;
  • Previsão de retorno de um défice na balança de bens e serviços em 2019 (já observado nos dados de janeiro a abril), com agravamento nos anos seguintes, em rácio no PIB, o que reduziu as projeções de excedente externo para valores de apenas 0,1% do PIB em 2019 (mas com um défice nos dados até abril) e 0,2% até 2021, uma evolução que, segundo o Banco de Portugal, “exige uma atenção particular, uma vez que o endividamento externo da economia portuguesa permanece num nível elevado e constitui uma das suas principais vulnerabilidades latentes”;
  • Interrupção da melhoria da posição de investimento internacional (o saldo dos ativos e dos passivos sobre o exterior, em % do PIB) no primeiro trimestre;
  • Perda homóloga de quota de mercado de bens já pouco significativa no primeiro trimestre, após quebras expressivas nos dois trimestres anteriores;
  • Recuperação homóloga da competitividade-custo no primeiro trimestre de 2019, pela primeira vez desde o final de 2015, a refletir a depreciação do euro e uma melhoria dos custos laborais unitário relativos;
  • Preços da eletricidade e do gás à indústria acima da média europeia na grande maioria dos escalões de consumo no segundo semestre de 2018, sendo ainda dos mais elevados a nível europeu, embora já ocupem posições menos cimeiras – sobretudo no caso do gás –, com realce para os dois primeiros escalões de consumo (em que se situará a maioria das PME), onde a situação era relativamente mais desfavorável;
  • Menor crescimento homólogo do preço do gasóleo no segundo trimestre, influenciado pela correção em baixa da cotação do barril de brent em maio e junho; 
  • Mínimos das taxas Euribor e das yields soberanas de Portugal em junho, refletindo a postura mais expansionista do BCE;
  • Abrandamento ligeiro, entre dezembro e abril, do stock de crédito total às sociedades não financeiras concedido pelas Instituições Financeiras Monetárias e agravamento da queda dos empréstimos do conjunto do Setor Financeiro às empresas privadas exportadoras;
  • Peso dos capitais próprios no ativo das PME volta a aumentar em 2018  – sendo já superior ao das grandes empresas –, ultrapassando o financiamento externo na estrutura de financiamento;
  • Melhoria do desempenho de Portugal no European Innovation Scoreboard 2019 – mantendo-se como “Inovador Moderado”, mas já perto do grupo de “Fortes Inovadores” e da média da UE –, ainda que persistam importantes debilidades nas dimensões e indicadores de inovação considerados;
  • Atualização do Programa Nacional de Reformas 2016-2023 e do Programa de Estabilidade 2019-2023, que teve uma revisão desfavorável dos valores previstos do saldo orçamental e da dívida pública, considerando a Comissão Europeia que a estratégia de consolidação preconizada, com excedentes orçamentais a partir de 2020, está sujeita a riscos não negligenciáveis.

A NÍVEL INTERNACIONAL:
  • Previsões de crescimento da economia mundial revistas em baixa face à incerteza política, incluindo uma escalada das tensões comerciais, o que levou a um declínio da confiança e do investimento mundial;
  • Perspetiva de abrandamento económico nos EUA e na Área Euro, conjugado com as baixas pressões inflacionistas, levam a Reserva Federal e o BCE a ponderarem novos estímulos de política monetária, o que impulsionou alguns índices acionistas a máximos históricos;
  • Tensões comerciais dos EUA prosseguem com a China e estendem-se à UE;
  • Acordo alcançado para os cargos de topo da UE a ser bem recebido nos mercados acionistas e de dívida europeus, em particular o nome de Christine Lagarde para o BCE.
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