Envolvente Empresarial – Análise de Conjuntura

Envolvente Empresarial - 1º Trimestre 2018

Envolvente Empresarial - Análise da Conjuntura é uma publicação trimestral desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, com informação detalhada da evolução da atividade económica e de outros indicadores, incluindo ainda uma seleção de aspetos relevantes do enquadramento nacional e internacional. 

Nestre número destamos:

A NÍVEL NACIONAL:
  • Melhoria do Indicador de Clima em março de 2018 aponta para alguma retoma da dinâmica da atividade nos próximos meses, após um final de 2017 e início de 2018 com menor fulgor, confirmado pela redução do crescimento do PIB para 2.1% no 1º Trimestre (o valor mais baixo desde o 3º Trimestre de 2016 e o 15º pior entre os 20 países da UE28 com informação);
  • Em termos de projeções de crescimento, aponta-se para uma perda clara de dinamismo nos próximos anos: o FMI tem o maior valor para 2018 (2.4%, face a 2.3% nos números de Governo e Banco de Portugal, BdP), enquanto o Governo é o mais otimista para os anos seguintes (2.3% em 2019-2020, 2.2% em 2021 e 2.1% em 2022). O BdP justifica o abrandamento económico com o menor dinamismo da procura externa e constrangimentos estruturais;
  • O movimento de criação líquida de empresas prossegue no início de 2018;
  • Descida da taxa de desemprego, atingido o mínimo desde 2008, para o que contribuiu a significativa subida do emprego;
  • Recuo da yield soberana a 10 anos para 1.79% em março, um mínimo de oito anos (a refletir o prolongamento da política expansionista do BCE);
  • Sociedades não financeiras com a maior queda do stock de crédito no final de 2017, que se prolongou até final de fevereiro, em contraste com a subida nas Administrações Públicas, que permitiu um melhoria ligeira no total do stock de crédito interno;
  •  Redução ligeira da capacidade de financiamento da economia, face à descida do saldo da balança corrente e de capital de 1.6% para 1.4% do PIB em 2017;
  • Programa de Estabilidade do Governo prevê dívida pública a cair até 102% do PIB em 2022 (após descida para 125.7% no final de 2017) e excedentes orçamentais a partir de 2020, partindo de um défice de 3.0% em 2017 (0.9% excluindo a recapitalização da CGD);
  •  Portugal deixa de ter um desequilíbrio macroeconómico excessivo na análise da Comissão Europeia, mas ainda necessita de esforços adicionais;
  • Publicada a Estratégia de inovação tecnológica e empresarial 2018-2030, com metas (em rácio no PIB) de 3% para a despesa I&D de 3% do PIB até 2030 (2/3 privada) e de 50% para as exportações.
  • Conclusão até julho da reprogramação dos fundos comunitários.
 
A NÍVEL INTERNACIONAL:
  • OCDE revê em alta as projeções de crescimento mundial (para 3.9% em 2018 e 2019), a refletir, em parte, os estímulos fiscais nos EUA; 
  • BCE prolonga a política monetária expansionista à espera de uma retoma mais sustentada da inflação, após algum abrandamento na Área Euro;
  • Fed sobe a principal taxa de juro diretora para máximo de quase uma década após melhoria das previsões económicas;
  • UE pede isenção permanente do aumento de tarifas da Administração Trump às importações de alumínio e aço dos EUA (apenas suspenso) e estuda medidas de salvaguarda compatíveis com as regras da OMC;
  • Cotação do brent sobe 8.9% no 1º trimestre de 2018 ante a perspetiva de prolongamento da contenção da oferta pela OPEP.
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