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Vários riscos podem penalizar as exportações
Em evidência na "Envolvente Empresarial - Análise da Conjuntura" do 2º trimestre

Na mais recente Envolvente Empresarial - Análise de Conjuntura são elencados vários riscos que podem penalizar a evolução das exportações – e, de forma associada, do PIB –, que têm vindo a recuperar bem ao nível das mercadorias, mas prosseguem em forte queda nos serviços, mormente no turismo, sublinha a AEP - Associação Empresarial de Portugal.

O Banco de Portugal aponta um risco direto para as exportações “decorrente da escassez de alguns produtos e problemas de abastecimento”, e outro relacionado com a “retirada das medidas de apoio à economia, em particular caso ocorra de forma não compensada e sincronizada na Europa”, a que acresce “um fator de incerteza adicional no curto prazo relacionado com as perspetivas para as exportações de turismo”.

Na sua análise aos dados relativos aos segundo trimestre de 2021, a AEP destaca ainda riscos mais estruturais relativos a custos de contexto que penalizam as exportações, sobretudo de bens, alguns dos quais patentes nesta Envolvente, nomeadamente os preços ainda elevados da energia pagos pela indústria nacional, quer na eletricidade (onde estamos na metade de países com preços mais altos), quer no gás natural, mas neste caso apenas nos dois primeiros escalões de consumo (em particular no primeiro, onde temos o 3º preço mais alto na UE e bastante acima da média) em que se situará a maior pare das empresas, sobretudo as de menor dimensão.

Também causa preocupação a forte perda do indicador de competitividade-custo em 2020 (5,0%, após a revisão dos dados), com um contributo maioritário do aumento dos custos laborais unitários relativos (4,0%) e menor da apreciação nominal do euro (1,0%). 

O indicador de competitividade melhorou, mas de forma mais ligeira (1,3%), o que é uma exceção nos últimos anos, em que há uma tendência clara e marcada de deterioração da competitividade pelos custos, embora com alguma atenuação já no início de 2021.

O retrocesso de Portugal no ranking de inovação europeu, regressando ao grupo de inovadores moderados em 2020, evidencia que há ainda muito a progredir neste domínio crucial para o aumento sustentado do valor acrescentado das exportações.

Os riscos elencados, entre outros, mostram que é preciso atuar de forma conjuntural, não retirando prematuramente os apoios à economia, e de forma mais estrutural, ao nível da redução de custos de contexto – como o posicionamento nas cadeias de valor e os custos dos inputs, bem como a remoção dos bloqueios à inovação – com vista a alcançar as metas do Programa Internacionalizar 2030.

Outros aspetos relevantes, a nível nacional e internacional, destacados pela AEP poderão ser consultados aqui.

A Envolvente Empresarial - Análise de Conjuntura é uma publicação trimestral desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, que contém informação detalhada da evolução da atividade económica e de outros indicadores.

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