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Repensar competências para o mercado de trabalho
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo

Na sua coluna de opinião quinzenal no Dinheiro Vivo, o presidente da AEP faz uma reflexão sobre os indicadores demográficos do nosso país, onde o envelhecimento continua a aumentar, sublinhando a necessidade de repensar as competências para um mercado de trabalho em mudança.

"Pelas implicações no mercado de trabalho, é importante prestar uma atenção especial ao Índice de renovação da população em idade ativa, que se agravou bastante na última década, com o número de pessoas em idade potencial de saída do mercado de trabalho a não ser compensado pelo número de pessoas em idade potencial de entrada", alerta Luís Miguel Ribeiro. Para o presidente da AEP, é necessária "uma intervenção dirigida à população das faixas etárias superiores, que permita responder ao desafio estrutural do envelhecimento demográfico", designadamente em matérias como a formação, a (re)qualificação e o prolongamento das competências e aptidões para um mercado de trabalho em contínua transformação e com crescentes exigências.


Leia a coluna na íntegra:


Repensar competências para um mercado de trabalho em mudança

As estimativas para 2020 dão conta de um ligeiro acréscimo da população residente em Portugal (+0,02%), em resultado de um saldo migratório positivo, que permitiu compensar o agravamento do saldo natural negativo.

Estes dados atestam o perfil diferente da atual crise pandémica por Covid-19, face à anterior crise económico-financeira, também de cariz internacional, em que na altura o país assistiu à passagem, em 2011, para um saldo migratório negativo, que persistiu até 2016. Nesta crise, embora não tenha sido pelas melhores razões, Portugal conseguiu “estancar” a saída massiva de emigrantes e manter a capacidade de atrair e reter imigrantes.

Face à redução da natalidade - com uma descida do “Índice Sintético de Fecundidade”, para 1,4 filhos por mulher em idade fértil - o envelhecimento demográfico continuou a aumentar, para 167 idosos por cada 100 jovens, o máximo da última década. Em termos europeus, nestes indicadores Portugal registava o oitavo valor mais baixo e o segundo mais alto, respetivamente, dados comparativos de 2019. 

Em 2020, metade da população portuguesa tinha 45,8 ou mais anos (idade mediana), uma ligeira subida face a 2019, altura em que registávamos o terceiro valor mais elevado da União Europeia.

Pelas implicações no mercado de trabalho, é importante prestar uma atenção especial ao “Índice de renovação da população em idade ativa”, que se agravou bastante na última década, com o número de pessoas em idade potencial de saída do mercado de trabalho a não ser compensado pelo número de pessoas em idade potencial de entrada.

Esta informação vem dar razão à necessidade de uma intervenção dirigida à população das faixas etárias superiores, que permita responder ao desafio estrutural do envelhecimento demográfico.

Matérias como a formação, a (re)qualificação e o prolongamento das competências e aptidões para um mercado de trabalho, em contínua transformação e com crescentes exigências, são absolutamente essenciais. 

Por isso, a AEP desenvolve programas ajustados a esta realidade, como o “Empreender 45-60 – Uma estratégia nacional de apoio ao empreendedorismo sénior”, ou a “Rede Global da Diáspora”, ambos da Fundação AEP, a que se juntam diversas intervenções para o reforço das competências dos trabalhadores, gestores e empresários, capacitando todas as faixas etárias, mais e menos jovens, para a implementação de processos de inovação e mudança.

 
Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo 10.07.2021

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