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Portugal regista forte retrocesso em inovação
Após um ano no grupo de “inovadores fortes", estamos no penúltimo lugar de "inovadores moderados"

No recente European Innovation Scoreboard 2021 (EIS 2021), Portugal regista um forte retrocesso no desempenho relativo de inovação face à UE, tendo regressado ao grupo de “inovadores moderados” – após apenas um ano no grupo de “inovadores fortes” –, mas para o penúltimo lugar, apenas acima da Grécia, uma situação sem paralelo nos últimos anos, em que fomos sempre, pelo menos, dos melhores “inovadores moderados”.

Há alterações metodológicas que influenciam, em parte, a evolução referida, com reponderações, novos indicadores (passando para 32) e 3 novas dimensões, uma no âmbito da sustentabilidade ambiental – em que Portugal está abaixo da média da UE em 2021 – e mais duas dimensões (Digitalização e Uso de TIC), juntando indicadores novos a outros existentes, onde até estamos acima da UE.

Face ao EIS 2020, os domínios que mais se deterioraram foram:
  • o “Investimento Empresarial”, com destaque para a forte descida no indicador de despesa de inovação não I&D e a inserção de um novo indicador de despesas de inovação por empregado muito abaixo da UE, substituindo outro com desempenho relativo positivo;
  • os “Inovadores”, onde o indicador de inovações de produto/processo nas PME foi cindido nas componentes produtos e processos, esta última com um desempenho bastante abaixo da média da UE, notando-se uma descida em termos agregados. Foram ainda retirados dois indicadores onde Portugal estava bastante acima da média, designadamente as inovações de marketing/organizacional em PME e inovações em PME “dentro de portas”; 
  • os “Ativos intelectuais”, onde a queda acentuada no indicador de pedidos de patentes, um dos que pior pontuam face à UE, foi amortecida parcialmente pela melhoria no indicador de marcas. 

Como positivo, assinala-se a melhoria do domínio de “Impacto das vendas” – onde tradicionalmente pontuamos mal –, refletindo a subida do indicador de exportações de produtos de média e alta tecnologia e a substituição do indicador de vendas de inovadores novos no mercado por outro de vendas de produtos inovadores, onde pontuamos melhor. 

Para além da óbvia sensibilidade do EIS a mudanças de metodologia, a análise sugere que Portugal terá registado uma perda mais forte do que os pares europeus nos indicadores de inovação, em particular a empresarial, no contexto da pandemia, à semelhança do que se passou a nível do PIB, uma situação que os fundos europeus deveriam contrariar, sendo a inovação crucial para o crescimento sustentável. Contudo, a comunicação social tem dado conta que o PRR de Portugal tem um menor impacto no PIB face a outros países do Sul da Europa (como Grécia, Itália e Espanha), que parece decorrer de uma menor alocação relativa de fundos às empresas.

Veja aqui ​os principais resultados do EIS para Portugal

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