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País mais desequilibrado na competitividade
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo

"Alcançar um crescimento e desenvolvimento socioeconómico robusto, exige, para além de uma estratégia clara, um país coeso nas múltiplas vertentes", considera o presidente da AEP na sua coluna de opinião quinzenal no Dinheiro Vivo.

Luís Miguel Ribeiro evidencia a assimetria existente entre as diversas regiões do território nacional em termos de desenvolvimento, assimetria essa que se agrava em algumas dimensões, tendo por base os dados divulgados recentemente pelo INE.

"Mesmo na "Qualidade Ambiental", onde registamos um menor desequilíbrio regional, há um longo caminho a percorrer", refere o presidente da AEP, sublinhando a importância do projeto EcoEconomy 4.0, que a AEP está neste momento a implementar, pelo seu contributo para a melhoria da eficiência na utilização dos recursos e para o estímulo à produção e consumo ambientalmente mais sustentáveis, no contexto de uma transição para a economia circular. "É um projeto que potenciará um maior equilíbrio entre as regiões, seguramente extensível às três componentes do desenvolvimento regional", afirma.

Leia a coluna na íntegra:


País territorialmente mais desequilibrado na competitividade

Do ponto de vista do desenvolvimento das suas regiões, sabemos que Portugal é fortemente assimétrico. Talvez seja menos evidente que essa assimetria se agrava em algumas dimensões do desenvolvimento regional, como mostram os dados divulgados esta semana pelo INE relativos ao Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, de 2019. 

Se no “Índice de Coesão” há sete sub-regiões NUTS III, maioritariamente do Litoral do Continente, que superam a média nacional, já no “Índice de Competitividade” apenas três sub-regiões ultrapassam a média nacional. De forma inversa, no “Índice de Qualidade Ambiental” observa-se uma disparidade regional menor, onde a média nacional era superada por 16 das 25 NUTS III.

Ao longo dos anos, o “Índice de Competitividade” apresentou sucessivamente o maior nível de disparidade territorial. É uma situação preocupante, atendendo aos indicadores que integram o cálculo da dimensão “Competitividade”, de que são exemplos a “Produtividade aparente do trabalho”, a “Proporção da população empregada por conta de outrem com ensino superior”, o “Grau de especialização em fatores competitivos avançados”, a “Proporção de VAB em ramos de atividade internacionalizáveis”, a “Intensidade tecnológica da atividade industrial e dos serviços”, as “Despesas das empresas em I&D no VAB das empresas” ou ainda as “Despesas em I&D no PIB”.

Mesmo na “Qualidade Ambiental”, onde registamos um menor desequilíbrio regional, há um longo caminho a percorrer. De facto, não é só na produtividade do trabalho que Portugal está abaixo da média europeia, compara também mal naquilo que tem a ver com a produtividade dos recursos, isto é, na relação entre o PIB e o consumo de materiais na economia. Neste âmbito, sublinho a importância do Projeto EcoEconomy 4.0, que a AEP está neste momento a implementar, pelo seu contributo para a melhoria da eficiência na utilização dos recursos e para o estímulo à produção e consumo ambientalmente mais sustentáveis, no contexto de uma transição para a economia circular. É um projeto que potenciará um maior equilíbrio entre as regiões, seguramente extensível às três componentes do desenvolvimento regional.

Alcançar um crescimento e desenvolvimento socioeconómico robusto, exige, para além de uma estratégia clara, um país coeso nas múltiplas vertentes.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo 12.06.2021

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