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O presidente da AEP sobre os planos em período de retoma
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo

A coluna de opinião do presidente da AEP no Dinheiro Vivo de 30 de maio é dedicada a “dois novos planos que, só aparentemente, nada têm de comum: o plano de retoma de voos da TAP e o plano europeu de recuperação económica”.

Considerando que ninguém tem dúvida da necessidade urgente do lançamento de um programa de recuperação da economia europeia, que permita assegurar a proteção das empresas, dos postos de trabalho, do rendimento das famílias e garantir uma saída rápida desta recessão profunda, Luís Miguel Ribeiro afirma que “a Europa demonstra estar agora à altura dos fundamentos da sua existência, com a proposta de 750 mil milhões de euros: dois terços sob a forma de subvenções e o restante de empréstimos”. Referindo que para Portugal se aponta o montante de 26,3 mil milhões de euros, o que corresponde a 12,5% do PIB, o presidente da AEP evidencia estarmos perante uma ordem de grandeza semelhante à dotação global dos fundos do Portugal 2020. 

“É certo que a Europa tem ainda pela frente um processo duro de negociação política, mas creio que a posição do eixo franco-alemão é um ponto a nosso favor”, sublinha Luís Miguel Ribeiro, acrescentando que “falta também conhecer as condicionalidades, mais ou menos exigentes”. 

E o presidente da AEP adianta que “agora, Portugal terá também de estar à altura, alocando verbas aquilo que constituem os desígnios estratégicos do país”. “O apoio ao investimento privado, em particular ao aumento das exportações e substituição de importações, à valorização da oferta nacional, à reindustrialização, fortemente indutora da economia circular, e à (re)qualificação dos ativos, tendo em conta a digitalização, são áreas fundamentais”, considera. 

Por isso, Luís Miguel Ribeiro olha com "enorme desagrado e preocupação para o outro novo plano, o da retoma de voos da TAP, em que apenas pouco mais de 10% são a partir do Porto”. “A TAP é uma companhia de bandeira nacional e, portanto, é lamentável que negligencie o aeroporto Francisco Sá Carneiro, com uma importância significativa no Noroeste Peninsular, e negligencie o Norte do país – a região com mais forte vocação industrial, que mais emprega e que mais exporta”, continua. 

Reafirmando que “a mobilidade de pessoas e bens é essencial no processo de recuperação e desenvolvimento do país, especialmente na crescente e desejável internacionalização da economia”, o presidente da AEP acrescenta que “é pena que não estejamos todos a remar para o mesmo fim, isto é, para que o país consiga rapidamente alcançar uma recuperação bem-sucedida”, sem deixar de ficar na expectativa pelo facto de no momento em que escrevia o artigo já haver indícios de que a TAP teria reconsiderado a sua decisão.

Veja aqui o artigo na íntegra

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