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O foco tem de estar nas pessoas
A opinião de Luís Miguel Ribeiro no Dinheiro Vivo

A mais recente coluna de opinião no Dinheiro Vivo do presidente da AEP tem o foco nas pessoas, "o fator crítico para qualquer organização e, de uma forma mais ampla, para a estratégia de desenvolvimento da economia, da sociedade e dos territórios".

Face ao desafio da demografia, Luís Miguel Ribeiro considera fundamental a valorização das competências, o abrir de horizontes e de oportunidades, o despertar das vontades dos jovens e a sua capacitação para aspetos fundamentais como a resiliência, "incluindo a capacidade de antecipar problemas e mesmo lidar com algum insucesso". Como exemplo, dá o programa Desafios 5.0, lançado recentemente pela AEP, que "promove o espírito empresarial do Norte e Centro do país, onde se concentra mais de metade do tecido empresarial", fazendo-do "de uma forma muito pragmática".

Para o presidente da AEP, "é importante que o Portugal 2030 venha a apoiar iniciativas como esta, tornando viável aquilo que, numa primeira fase, é apenas uma ideia, mas que poderá ser um excelente negócio".

Leia a coluna na íntegra:

 
 
As pessoas são o fator crítico para qualquer organização e, de uma forma mais ampla, para a estratégia de desenvolvimento da economia, da sociedade e dos territórios.
 
Reconhecidamente, a demografia é um dos principais desafios que temos pela frente. Por isso, é fundamental o foco nas pessoas, na valorização das suas competências, no abrir de horizontes e de oportunidades, no despertar das vontades dos jovens e na sua capacitação para aspetos fundamentais como a resiliência, incluindo a capacidade de antecipar problemas e mesmo lidar com algum insucesso. 
 
É importante estimular o network entre empreendedores (interagir, partilhar experiências e conhecimento) e sensibilizá-los para os desafios da economia e ainda os desafios societais. Tem também especial relevância a capacitação ao nível do seu relacionamento com diferentes stakeholders. Trata-se de um conjunto de competências – as chamadas soft skills – que assumem atualmente uma importância acrescida, sendo um fator crítico de sucesso.
 
Foi a pensar na capacitação dos empreendedores, por forma a contribuir para que os desafios que a economia e o país enfrentam possam ser superados com sucesso, que a AEP lançou recentemente o Desafios 5.0, um programa que promove o espírito empresarial do Norte e Centro do país, onde se concentra mais de metade do tecido empresarial. E fá-lo de uma forma muito pragmática, através de ações que informam e capacitam jovens empreendedores, por forma a assegurar a geração de ideias inovadoras e a promover o empreendedorismo qualificado e criativo. Capacita o empreendedor a trabalhar a ideia, no sentido de a pôr em prática, isto é, de a transformar num negócio. Estimula o match entre, por um lado, jovens empreendedores (por natureza, mais irreverentes, cheios de energia, de ideias e de boa-vontade) e, por outro, empresários mais maduros e mais experientes, seguramente num relacionamento com caraterísticas “win-win”. 
 
Por todas estas caraterísticas e pela forma como se atua na valorização das pessoas, do seu espírito empreendedor e das suas competências, é importante que o Portugal 2030 venha a apoiar iniciativas como esta, tornando viável aquilo que, numa primeira fase, é apenas uma ideia, mas que poderá ser um excelente negócio. 
 
Igualmente importante, é a atração e retenção dos jovens empreendedores no nosso território, um foco que as políticas públicas também não podem, nem devem, negligenciar.
 
 
Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal
In Dinheiro Vivo 13.11.2021
 

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