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Necessário manter apoios até à retoma firme
Envolvente Empresarial evidencia forte retoma dos indicadores de confiança

A Envolvente Empresarial de maio mostra uma forte retoma dos indicadores de confiança de Portugal e da UE – abarcando consumidores e empresas de todos os setores –, situando-se já acima dos níveis pré-pandemia, a refletir os progressos na vacinação e o desconfinamento progressivo. 

É um sinal de esperança após a queda do PIB de Portugal no 1º trimestre, devido ao 2º confinamento geral, interrompendo dois trimestres de melhoria. O recuo de -3,3% em cadeia do PIB – o maior na UE – refletiu perdas de -4,3% no consumo privado e -2,5% nas exportações (-15,4% nos serviços, contrariando o acréscimo de 1,8% nos bens), atenuadas pela subida de 3,6% do investimento e a queda ligeira das importações (-0,1%). 

Também positiva é a revisão em alta das previsões de crescimento do PIB nacional da OCDE, para 3,7% em 2021 e 4,9% em 2022, valores já próximos dos do Governo (4,0% e 4,9%), assumindo o controlo da pandemia. 

A OCDE adverte, contudo, para alertas que foram expressos em diversas ocasiões pela AEP. Sublinha que os apoios à economia devem ser mantidos “até a retoma estar firme” e que uma “célere e bem dirigida absorção de fundos” do PRR será a “chave para uma retoma forte e sustentada”. Alerta que o fim das moratórias de crédito traz o risco de aumento das insolvências, com impacto adverso no crédito, no investimento e nas contas públicas, lembrando ainda a “necessidade de retomar a prudência orçamental assim que a retoma da economia esteja consolidada”. Ao mesmo tempo, “Portugal deve aproveitar a oportunidade do PRR para implementar reformas estruturais com vista a um crescimento mais forte, verde e inclusivo”, a primeira das quais ao nível da capitalização, defendendo a OCDE que “um misto de instrumentos financeiros, incluindo de quase-capital, empréstimos participantes e fundos não reembolsáveis deve ser usado para apoiar empresas viáveis, mas com restrições de crédito, especialmente após o fim das moratórias”. Destaca, ainda, a necessidade de reforço da formação, digitalização da Administração Pública e redução da burocracia e barreiras regulatórias à concorrência.

Os dados relativos à evolução da conjuntura poderão ser vistos em pormenor na “Envolvente Empresarial – Síntese de Conjuntura” de maio, desenvolvida conjuntamente pela AEP, pela AIP e pela CIP. A publicação inclui duas separatas de indicadores, uma para Portugal e outra para a Área Euro. [Veja aqui]

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