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Falta de matéria-prima e de contentores é entrave
AEP avalia principais constrangimentos sentidos pelas empresas

A falta de disponibilidade de matérias-primas e produtos intermédios e as dificuldades nos circuitos comerciais por falta de contentores são os novos constrangimentos sentidos pelas empresas.  A estas duas preocupações, junta-se uma nova realidade no regime de organização do trabalho no pós-pandemia.

Os dados, divulgados em comunicado de imprensa, resultam do habitual inquérito mensal efetuado pela AEP – Associação Empresarial de Portugal junto de empresas suas associadas, para avaliar os principais entraves à recuperação da atividade empresarial. Participaram três centenas de empresas que exercem a sua atividade em todo o território nacional, oriundas de diversos setores de atividade e dimensão. 

Para além de identificarem novos constrangimentos, que vêm dificultar ainda mais a já débil situação em que vivem fruto da pandemia, as empresas continuam a reportar as habituais dificuldades. Ao nível do sistema fiscal, apontam a elevada carga fiscal, as contribuições sociais e a instabilidade dos normativos fiscais.

Na Justiça, a morosidade dos processos continua a figurar na lista das maiores dificuldades. No que toca ao mercado de trabalho, a rigidez da legislação laboral, a falta de flexibilidade em face dos novos desafios e a mão-de-obra desadequada às necessidades são outros aspetos negativos apontados pelas empresas inquiridas.

Tal como na Justiça, a burocracia também continua a dificultar a atividade. Os empresários consideram-na excessiva, nomeadamente no que toca à fiscalidade e aos processos judiciais e no comércio internacional, em especial no processo de certificação das exportações.

O inquérito da AEP revelou, ainda, sérias dificuldades nas fontes de financiamento. Insuficiente capacidade de autofinanciamento, crédito bancário com condições restritivas e alocação desadequada dos fundos europeus relativamente às necessidades das empresas (por exemplo, na digitalização e inovação) são algumas das áreas que as empresas identificaram problemáticas.

A AEP quis ainda saber que outras medidas os empresários consideram importantes para a rápida retoma da atividade económica. As respostas são unânimes e pedem um forte apoio ao investimento produtivo; horários alargados no comércio e abertura de atividades culturais e de diversão ao ar livre (festivais, concertos, jogos de futebol, bares e discotecas); maior flexibilidade laboral; rápida retoma da mobilidade e a abertura plena das atividades ligadas à indústria turística; redução da carga fiscal e dos encargos com o Estado, um investimento no setor privado em detrimento do Estado e, por último, uma rápida vacinação de toda a população.

Veja o comunicado de imprensa 

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