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Ano Novo, riscos antigos a assinalar
Envolvente Empresarial evidencia conjunto de riscos que poderão marcar o Novo Ano

A Envolvente Empresarial de dezembro, desenvolvida conjuntamente pela AEP, AIP e CIP, permite assinalar um conjunto de riscos nos dados económicos que poderão marcar o Novo Ano.

A redução da atividade na parte final do ano anterior, a refletir a perda de confiança e algumas restrições provocadas pela nova variante da Covid-19 – com sintomas menos graves, mas muito mais contagiosa –   deverá prosseguir no início do novo ano, como mostra o indicador diário de atividade económica do Banco de Portugal.

Nos dados da envolvente destaca-se ainda a subida da inflação em Portugal – já acima dos 2%, num nível ainda relativamente moderado, mas que prejudica o poder de compra. De realçar, sobretudo, o valor da inflação na zona euro, onde já se aproxima dos 5%. Trata-se de um valor bem acima da referência de médio prazo de 2% do BCE, que poderá assim ver-se obrigado a antecipar e acelerar o levantamento dos estímulos monetários, como já sinalizou a Reserva Federal, que estará pronta a subir as taxas de juro diretoras já em março, se necessário.

De resto, os mercados já começaram a elevar as taxas de juro soberanas de longo prazo, incluindo a de Portugal, que com um elevado rácio de dívida pública, agravado pela pandemia, está bastante exposto ao risco de um agravamento da situação orçamental, ainda que mitigado pelos novos instrumentos ao dispor do BCE (programa de compra seletiva de dívida pública dos países) para evitar uma repetição da crise de dívidas soberanas que levou ao pedido de ajuda externa de Portugal.

A tendência de aumento geral das taxas de juro comporta uma redução da margem orçamental do Governo e limita a retoma económica, em face dos custos acrescidos também para as famílias e empresas com créditos. Por outro lado, o risco orçamental agravar-se-á se das próximas eleições não resultar uma solução governativa estável e com políticas potenciadoras do crescimento económico e de uma redução sustentável do endividamento – capazes de convencer os agentes do mercado –, como as que a AEP tem vindo a propor, com realce para a redução da carga fiscal, o reforço da recapitalização, a (re)qualificação dos ativos, a reindustrialização e o estímulo ao aumento de dimensão das empresas, no sentido de se poder alcançar ganhos de escala.

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