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A E Portugal : notícias
 

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Esclarecimento quanto à colaboração entre AEP e AIP

 

Face a uma notícia do “Diário Económico” desta quinta-feira que carece de pleno fundamento, o Presidente da AEP - Associação Empresarial de Portugal enviou aos 25 membros do Conselho Geral da Associação uma carta de esclarecimento e de clarificação do tipo de colaboração que a AEP vem mantendo, desde outubro de 2009, com a AIP – Associação Industrial Portuguesa. É essa carta que, por respeito aos Associados e informação pública, a seguir se transcreve.


Exmo. Senhor
Membro do Conselho Geral da
AEP – Associação Empresarial de Portugal


Assunto: Notícia do “Diário Económico sobre a fusão da AEP e da AIP

Leça da Palmeira, 17 de maio de 2012


Exmo. Senhor,

O “Diário Económico” desta quinta-feira publicou uma notícia equívoca e infundada sobre a fusão entre a AEP – Associação Empresarial de Portugal e a AIP – Associação Industrial Portuguesa. Porque a mesma está eivada de meias verdades e juízos de valor, que podem pôr em causa a imagem e a boa gestão da nossa Associação, é meu dever informá-lo do seguinte, antes de o fazer em público e para desfazer desnecessários equívocos, tanto mais que o referido Jornal mantém, há vários anos, uma parceria institucional com a AEP:

1. A notícia, intitulada “AEP e AIP negoceiam fusão”, pouco ou nada acrescenta às que o mesmo Jornal publicou nas edições de 16, 17 e 20 de outubro de 2009, no seguimento do acordo que ambas as Associações firmaram a 15 do mesmo mês e que no próprio dia foi amplamente divulgado nas plataformas digitais dos principais meios de comunicação portugueses, incluindo o “Económico online”;

2. O próprio autor da notícia tem conhecimento do âmbito e do alcance prático desse acordo, porquanto assinou um comentário, sob o título “AIP e AEP avançam com nova tentativa para a cúpula associativa”, na edição de 16 de outubro de 2009 do “Diário Económico”, em que reconhece que “Portugal tem mais de 700 associações empresariais e uma fatia muito considerável delas não existe” e que “o País necessita de uma verdadeira cúpula associativa representativa do tecido empresarial” (sic). Mais: conhecerá suficientemente bem a substância do acordo, pois realça que “os estrategas do mundo associativo”, que não nomeia, “consideram como uma das soluções juntar a AIP/AEP e a CIP” (sic);

3. O jornalista não pode ignorar, no entanto, que o acordo então firmado entre as duas Associações, dando origem à CEP, se restringe unicamente aos serviços prestados às empresas portuguesas, como feiras, congressos e eventos corporativos, missões e outras ações de promoção da internacionalização e ações de formação e de fomento do empreendedorismo, como decorre do estatuto e da prática centenária de ambas, como câmaras de comércio e indústria de referência;

4. Nos últimos anos, o referido acordo tem balizado o relacionamento operacional entre a AEP e a AIP, com vantagens recíprocas, e tornou-se, desde logo, num instrumento decisivo para a institucionalização da atual CIP – Confederação Empresarial de Portugal, quer pela dinâmica que gerou quer pelo ambiente de diálogo e de cooperação que induziu no movimento associativo nacional. Tanto assim foi que a então CIP – Confederação da Indústria Portuguesa ultrapassou as suas desconfianças iniciais e veio a integrar-se no processo de mudança encetado pelas duas principais associações empresariais de Portugal, ao constituírem a CEP. Só assim, colocando os interesses do País e das empresas portuguesas à frente de tudo o mais, foi possível fechar o acordo de fusão das componentes de natureza institucional das três organizações, em junho de 2010;

5. O acordo entre a AEP e a AIP, todavia, não se esgotou nesse passo decisivo para o futuro do associativismo empresarial português. Desde logo, as duas associações cuidaram de parquear ativos não afetos à sua missão, enquanto câmaras de comércio e indústria, em Fundações de direito privado, constituídas para este efeito e para o estímulo do empreendedorismo. Estão, ainda, em curso uma série de projetos conjuntos que potenciam recursos instalados e aproveitam sinergias em áreas como feiras e congressos, internacionalização e arbitragem. O objetivo enquadra-se na missão e decorre do estatuto de ambas, visando unicamente a valorização e o reforço da competitividade do tecido empresarial português;

6. Não está nem nunca esteve em causa, porém, a fusão orgânica das duas organizações, como a notícia de hoje pretende fazer crer. Neste âmbito, o único facto realmente novo e verdadeiro da peça do “Diário Económico” cinge-se à regularidade e profundidade dos encontros que têm havido entre os presidentes das duas Associações, a fim de concretizar projetos e iniciativas que contribuam para a resolução dos principais problemas das nossas empresas. Isto porque, em 2011, como é público, a AIP teve eleições para os respetivos órgãos sociais, no seguimento das quais veio a ser investido nas funções de Presidente da Direção o Senhor Dr. José Eduardo Carvalho, dirigente associativo e empresário conhecido, a quem me ligam relações pessoais muito antigas, que a implantação da Garantia Mútua em Portugal - e, particularmente, em Santarém, com o lançamento da Garval, no qual a ação daquele Senhor foi determinante - consolidou. Entre nós, não têm havido quaisquer “conversas sigilosas”, como se fantasia no texto jornalístico em apreço, mas, tão-só, reuniões de trabalho e periódicas trocas de informação, no contexto do quadro da proveitosa colaboração que o protocolo de junho de 2009 permitiu estabilizar;

7. Fruto do diálogo construtivo ora existente, a AEP e a AIP acabam de formalizar a criação de um centro de arbitragem nacional, junto do qual funcionará um Tribunal Arbitral, com dois polos (Porto e Lisboa), a ser divulgado proximamente;

8. De igual modo, carece de atualização a informação que o autor da notícia julga ter relativamente à situação financeira e patrimonial da AEP. Previamente aprovado pelo Conselho Geral e pelos associados, em assembleia geral, é hoje possível afirmar, sem riscos de ser desmentido, que o futuro da nossa Associação está acautelado e foi possível parar a aludida “degradação financeira” da AEP, com a constituição, no âmbito de uma operação que deverá ser formalizada nas próximas semanas, de um fundo de investimento heterogerido a que ficará afeto o imobiliário e o património da Exponor – e não a sua missão nem, muito menos, o negócio que há quase 30 anos este centro de proveitos associativo desenvolve com inegável sucesso. Para a constituição desse fundo - a submeter, nos próximos dias, a análise pelas autoridades de mercado competentes - estão já garantidas as participações de todas as instituições bancárias credoras da AEP, o que vem resolver, na totalidade, o passivo da Associação, permitindo, ainda, à nossa participada Parque-Invest melhorar substancialmente a sua situação financeira. De fora do perímetro de consolidação da AEP, como é sabido, está já a Associação Europarques, proprietária do centro de congressos Europarque, pelo que o funcionamento futuro deste centro de congressos deixou de nos dizer respeito;

9. No meio de um artigo jornalístico que combina opinião, palpites, informação insuficientemente fundamentada e novidades requentadas, a crédito do autor tenho de conceder apenas um facto: o Senhor Ministro da Economia, em reunião que convocou para o efeito, fez saber aos presidentes da AEP e da AIP que o Governo vê com bons olhos o aprofundamento da aproximação entre as duas organizações e a reorganização do movimento associativo empresarial português, que entende como excessivamente pulverizado. Por partilharmos dessa leitura, estamos e continuaremos a trabalhar em prol das empresas, da economia privada e de Portugal, na certeza de que tanto a AEP como a AIP têm uma História e uma missão que nenhuma orientação ditada de fora para dentro pode pôr em causa, sob pena de se afrontar, desnecessariamente, a memória de milhares de empresários e empresas e toda uma região que sabe o quanto Portugal deve à indústria do Norte e a uma instituição que surge da modernização e da adequação aos novos tempos da Associação Industrial Portuense - a nossa AEP.

Esperando ter contribuído para o seu esclarecimento, face a notícia tão equívoca de um Jornal que é parceiro institucional da AEP, agradeço a sua melhor atenção e fico ao dispor para lhe facultar as informações suplementares que entender necessárias a este propósito.

Sem mais, creia-me com elevada estima e consideração,


(José António Ferreira de Barros, Eng.º)
Presidente da Comissão Executiva



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