O objetivo é promover a inovação tecnológica ambientalmente sustentável, em especial junto das pequenas e médias empresas através de apoio financeiro. O sector das eco-indústrias europeias tem um volume de negócios anual estimado em 319 mil milhões de euros, o equivalente a 2,5% do PIB da União Europeia. É maior do que, por exemplo, o da indústria farmacêutica ou automóvel. Dá emprego a mais de 3 milhões de pessoas na União Europeia. A eco-inovação dispõe de um orçamento total de 200 milhões de EUR para o período 2008-2013.
A eco-inovação é crucial para o aumento da competitividade económica da Europa. Com o novo plano de ação (EcoAP) amplia-se o conceito de tecnologias ‘verdes’ e visa-se o aumento da produção através de incentivos financeiros às pequenas e médias empresas. O plano inclui acções tanto do lado da procura como do lado da oferta e são transversais a toda a cadeia produtiva: investigação, legislação, financiamento, produção, comercialização.
Nas palavras do Comissário responsável pela pasta do Ambiente, Janez Potočnik: «O desafio da inovação para este século vai ser tornar os nossos recursos mais eficazes – fazer mais com menos – e reduzir o impacto das nossas actividades. A Europa tem de assumir a liderança na resposta a esse desafio, se quisermos ser competitivos num mundo de crescente contracção dos recursos. A procura mundial de tecnologias, produtos e serviços ambientais está a aumentar rapidamente, mesmo nos tempos difíceis que atravessamos, e é um domínio no qual a Europa muito tem a oferecer.»
Portugal é um dos países da União Europeia com maior potencial na eco-inovação. As últimas estatísticas do Eurostat constatam que, entre as empresas consideradas inovadoras, Portugal é um dos países líderes na geração de inovações. Existem centenas de exemplos no país.
O que é a eco-inovação? Produção, assimilação ou exploração de um produto, processo produtivo, serviços ou método de negócio que é novo para as organizações (que o desenvolvem ou o adoptam) e que resulta na redução do risco ambiental, poluição ou impactos negativos do uso de recursos (incluindo o uso de energia) quando comparado com alternativas relevantes. Ou seja, todos os novos processos que sejam mais eficientes em recursos são eco-inovações. Exemplo: no caso das centrais térmicas de gás e carvão para a geração de electricidade, as inovações na tecnologia de queima de carvão podem ser qualificadas como sendo eco-inovações se reduzirem emissões. Em suma, trata-se de uma estratégia que concilia a competitividade económica com a coesão social de uma forma ambientalmente sustentável. A sua aplicação permitirá a renovação estrutural da economia gerando um novo tecido empresarial e laboral.
O desenvolvimento económico e industrial não é sinónimo de incompatibilidade com o ambiente. Pelo contrário, os desafios impostos pelas alterações climáticas proporcionam novas oportunidades de mudança estrutural conducentes à criação de um modelo de crescimento sustentável suportado por soluções tecnológicas e organizacionais ‘amigas’ do ambiente.
Mais informações: - Plano de Acção sobre Eco-Inovação (EcoAP). - Iniciativa Emblemática União da Inovação
- Contactos: MAISIMAGEM – Comunicação Global Tel.: 21 843 65 40 Irene Henriquesi Patrícia Pato

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