A par da internacionalização e do incremento das exportações, as empresas portuguesas têm na promoção interna dos seus produtos e serviços uma excelente oportunidade de sustentabilidade económica face à crise económica global.
Fruto dos investimentos em inovação, investigação e desenvolvimento e qualidade que as nossas empresas têm feito nos últimos anos, consumir português é hoje, essencialmente, uma questão de atitude.
Hoje, não têm justificação as opções de consumo fundadas unicamente na proveniência de um produto ou serviço. Num mercado maduro como o nosso, submetido a crescentes mecanismos de regulação e de supervisão, os consumidores portugueses têm ao seu alcance condições de escolha e de escrutínio da qualidade e de garantia de satisfação dos produtos que compram idênticas às da generalidade dos países da União Europeia. É tempo, pois, do que é fabricado em Portugal deixar de ser discriminado por razões que têm a ver apenas com a origem.
É neste contexto que a AEP – Associação Empresarial de Portugal apresentou o seu mais recente programa de valorização da oferta nacional, consubstanciado numa campanha que leva a assinatura “Portugal, a minha primeira escolha”. O projecto está orçado em 1,5 milhões de euros e foi objecto de uma candidatura ao QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional. Para a sua execução, conta-se já com a colaboração activa de dezenas de empresas e marcas portuguesas.
A campanha, que decorrerá até ao fim do ano, segue-se à iniciativa “Compro o que é nosso”, lançada em Outubro de 2006 e que no final do ano passado contava com 350 empresas aderentes, detentoras de 1.500 marcas, um volume de emprego superior a 55 mil trabalhadores e uma facturação agregada da ordem dos 8,5 mil milhões de euros. Agora, o foco são os cidadãos e as suas opções de consumo, levando-os a interiorizar a ideia de que Portugal sabe e faz tão bem como os melhores.
Se a primeira escolha de cada consumidor português incorporar essa ideia que puxa por Portugal, então ganharemos todos: consumidores, empresas e trabalhadores. O nosso futuro e a ultrapassagem da crise económica passa, afinal, por uma escolha permanente do que sabemos fazer e leva a nossa marca.
A AEP confia que uma auto-estima colectiva positiva pode ajudar o País a ultrapassar mais facilmente a crise. Em tempo de tantas escolhas como o actual, a resposta passa pelos portugueses pensarem em Portugal e escolherem Portugal. Porque Portugal dá garantias de produzir com qualidade e merece ser uma primeira escolha!
O Conselho de Administração da AEP – Associação Empresarial de Portugal

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