Mercado América Latina (info mercado)

A recuperação económica da América Latina e Caribe está a avançar mais rápido do que o esperado, mas cada país apresenta uma velocidade diferente de retoma, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI) .

Para este ano, a projecção é de que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe tenha um crescimento de 4%, seguindo da contracção de 1,8% em 2009. O dinamismo da região, nota o organismo, está apoiado no consumo privado e nas melhores condições externas.

Os Países que têm fortes laços com os mercados financeiros globais, vão sentir uma recuperação mais vigorosa, ajudada pelo acesso ao amplo financiamento externo e pelos sólidos preços para exportar os seus commodities.

Para o grupo de países exportadores de matérias-primas e com acesso pleno aos mercados financeiros internacionais, do qual o Brasil faz parte, assim como Chile, Colômbia, México e Peru, o FMI avalia que o desafio será administrar a melhoria no ciclo de negócios em meio a condições externas muito favoráveis.

PANAMÁ

Nos últimos anos, o Panamá vem registando um rápido crescimento económico. Com a maior taxa de crescimento em toda a América Latina, em 2007 (11,5%), o PIB panamense, no período de 2004-2007, cresceu a uma taxa média de 8,7% ao ano, prevendo-se para 2008 um crescimento de 9,2%. Segundo a EIU, as importações cresceram a uma taxa média de 18,1%, e terão alcançado os 15 mil milhões de USD em 2008 (+19,4%, últimas estimativas), tendo o dinamismo assinalável das importações ficado a dever-se, antes de tudo, ao rápido aumento do consumo das famílias, dos investimentos empresariais e da realização de grandes obras públicas, bem como da factura energética.

O Canal do Panamá, a Zona Livre de Colón (ZLC) e o Centro Bancário Internacional (CBI) dão à economia panamense a sua característica principal – uma economia de serviços, o que se reflectia, em 2007, na participação da agricultura com 6,6% na formação do PIB, da indústria com 16,4% (indústria transformadora – 7%) e dos serviços com 77%. A localização geográfica do Panamá torna-o naturalmente uma plataforma regional de negócios entre os dois continentes americanos e entre a Ásia e a Europa.
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